PROGRAMA DE
CONSERVAÇÃO DO MURIQUI
(Brachyteles arachnoides e hypoxanthus) Junho 2002 1. INTRODUÇÃO As intensas agressões que as populações de Muriquis (Brachyteles arachnoides e hypoxanthus) e seu habitat vêm sofrendo por décadas fazem com que esta espécie seja apontada como ameaçada de extinção tanto nas listas nacionais como nas internacionais (Anexos). Além de ser endêmico de um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra - a Mata Atlântica - o Muriqui é altamente vulnerável à caça e à alteração do habitat, por possuir porte grande, densidade natural baixa, distribuição restrita e habitar regiões onde o desenvolvimento sócio econômico avança desordenadamente (Fonseca et al., 1988). Assim, constata-se a extinção do taxon em diversos locais de sua distribuição geográfica primitiva. Segundo Aguirre (1971), esse primata não humano ocorria em uma boa parcela da região Leste do Brasil (sul da Bahia, parte do Espírito Santo, Rio de Janeiro e parcialmente, o Estado de Minas Gerais) e parte da Região Sul (São Paulo e pequena porção ao norte do Paraná) em serras de altitude variável de 600m a 1800m. Estimou também, que a população original de Muriqui era de 400.000 indivíduos e que este número havia caído para 3.000 animais na época do censo da década de 1960. Strier & Fonseca (1998) baseando-se em informações mais recentes sobre registros de ocorrência e estimativas populacionais de Muriqui, verificaram que a população atual encontra-se em torno de 1.158 indivíduos distribuídos entre 19 localidades de Minas Gerais e São Paulo. Quando Aguirre estudou a situação e a distribuição geográfica do Muriqui há cerca de 30 anos, na sua passagem pelo Estado do Rio de Janeiro verificou seu desaparecimento em muitas áreas, subsistindo em outras, com estimativa da população em apenas 770 indivíduos. Desde então, o que se tem observado durante estes anos é uma contínua destruição e aumento da pressão antrópica sobre os vários tipos de biota encontrados neste Estado. Um relatório de 1998 da organização não governamental brasileira- a SOS Mata Atlântica - sobre as taxas de desmatamento na Mata Atlântica, constatou que o Estado do Rio de Janeiro foi o que mais desmatou nos últimos cinco anos. Outro fator que colaborou com o desaparecimento desse símio na região serrana entre Petrópolis, Teresópolis, Magé e Guapimirim foi a pressão de caça, confirmada pela observação de muitos acampamentos de caçadores, inclusive com armas, nesta região. Existem também relatos de antigos caçadores que afirmaram terem abatido vários exemplares (Garcia e Moratelli, 1999). Diante desse quadro podemos concluir que o risco do Muriqui desaparecer do Estado do Rio de Janeiro aumentou significativamente. À medida que a população humana cresce, há diminuição dos habitats dos animais selvagens com a conseqüente diminuição do número deles. Confinados nas áreas de floresta remanescentes, muitas delas protegidas da destruição por leis, estes animais se tornam muito mais vulneráveis a caçadores, que contribuem significativamente para o desaparecimento ou redução populacional de muitas espécies. Conhecendo-se o perfil das pessoas que praticam esta atividade, ilegal na maior parte do país, bem como dos animais mais caçados, poderemos entender melhor a origem do problema e desse modo estabelecer estratégias mais adequadas para solucionar e recuperar áreas atingidas. Além da perda do habitat e da caça, outros fatores podem estar afetando as populações remanescentes do muriqui, e isto vai deixar a espécie ainda mais vulnerável à extinção. Segundo Strier (2000a), os resultados das análises sobre a viabilidade das populações predisseram que existem probabilidades de extinção daquelas que vivem em baixas densidades em áreas grandes de florestas protegidas, pois esta baixa densidade pode ser o resultado:
- e da homogeneidade
do habitat que pode estar restringindo a diversidade da dieta, fazendo
com que estes Muriquis fiquem mais vulneráveis a flutuações
anuais na disponibilidade de recursos de frutos chaves. No entanto,
a avaliação destas indicações terríveis
sobre a viabilidade das populações que vivem em densidades
baixas em áreas contínuas, só poderá ser
realizada se dados de outras populações forem coletados
e comparados (Strier, 2000a). Diferenças morfológicas, genéticas e sociais observadas nas populações de Muriquis do norte (Minas Gerais e Espírito Santo) e do sul (São Paulo e Rio de Janeiro) levaram alguns pesquisadores a sugerir que existam no mínimo duas sub espécies de Brachyteles separadas geograficamente (Lemos de Sá et al., 1993). As populações do norte, B. hypoxanthus, possuem faces e genitália manchadas de rosa e branco e polegar vestigial, enquanto que nas populações do sul, B. arachnoides, a coloração facial e genital são inteiramente preta e não possuem qualquer vestígio do polegar (Lemos de Sá & Glander, 1993). Outros trabalhos no entanto, acreditam se tratar de duas espécies separadas (B. hypoxanthus e B. arachnoides; Coimbra-Filho et al., 1993; Rylands et al., 1995). Como as áreas onde vivem as populações do norte foram muito destruídas, e hoje estão muito fragmentadas, esta espécie está sendo considerada pelos pesquisadores, como sendo a mais ameaçada de extinção. Não se tem certeza, porém, qual espécie ainda existe no Rio de Janeiro, pois este se encontra no limite de distribuição. No Workshop sobre a "Avaliação da população e viabilidade de habitat para o Muriqui" (Rylands, et al. 1998), concluiu-se que é imprescindível para qualquer esforço a longo prazo para a conservação desta espécie tão ameaçada, que seja realizado um grande levantamento das populações remanescentes para determinar seu status populacional e de distribuição. Geralmente, planos de conservação que tenham como finalidade proteger espécies ameaçadas de extinção, começam por realizar estes levantamentos, ou seja, um reconhecimento da localização atual das populações remanescentes identificando fatores que mais afetam estas populações em diferentes áreas. Além do mais, medidas conservacionistas sobre este animal devem levar em conta a situação de cada espécie. 2. JUSTIFICATIVA As projeções para a biodiversidade são sombrias, de acordo com Porter (2000). Um especialista em biodiversidade (Peter Raven, diretor do Jardim Botânico de Missouri) relatou que cerca de um a dois terços de todas as plantas e animais poderão se perder neste século, caso perdure o ritmo atual de extinção devido principalmente à destruição dos habitats. As florestas tropicais em todo mundo estão sendo destruídas e reduzidas a segmentos disjuntos principalmente devido à expansão agropecuária (Bernstein et al., 1976). No Brasil, a Mata Atlântica que ocorre desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, tem sido uma região explorada e devastada por muitos anos. Mittermeier et al. (1982) a considera como um dos ecossistemas florestais mais ameaçados sobre a Terra. Segundo Leitão Filho (1994), a Mata Atlântica é uma formação muito heterogênea, onde a fragmentação em qualquer região significa perda sensível da diversidade. Recentemente, a Mata Atlântica foi classificada como área "hotspot", ou seja, um dos ecossistemas mais vulneráveis e mais ameaçados do planeta. A destruição e a fragmentação da Mata Atlântica além de causar a perda da diversidade vegetal, provoca também alterações e perdas na diversidade animal até mesmo com extinções locais de algumas espécies. Os efeitos da fragmentação sobre a fauna são particularmente sentidos em vertebrados, que apresentam maiores exigências ecológicas e peculiaridades no modo de vida, como raridade e distribuição diferencial num ambiente (Laurence, 1994). Dentre os vertebrados, os mamíferos são considerados os mais vulneráveis à fragmentação principalmente porque grande parte das espécies são ecologicamente exigentes e especialistas quanto à qualidade de habitat, dieta e área de vida (Wilcox, 1980; Lovejoy et al., 1986). Em função da deficiência da atividade de fiscalização e da ausência de campanhas eficazes para a conscientização da sociedade, nossa fauna vem se empobrecendo a cada dia, com mais espécies entrando para a lista de animais ameaçados de extinção, desaparecendo de áreas onde antes eram freqüentes. Estas áreas, que deveriam justamente garantir a segurança destes animais, pois são unidades de conservação, se encontram fragilizadas devido à carência de condições para a proteção da biodiversidade. O Muriqui, por ser um animal grande e carismático pode facilmente se tornar um símbolo de conservação para o Brasil, assim como o panda gigante (Ailuropoda melanoleuca) é para a China (Mittermeier, 1982). O Muriqui é endêmico da Mata Atlântica, o maior primata não humano das Américas, e está entre as 35 espécies criticamente ameaçadas sobre a Terra. Além de ser uma espécie bioindicadora de qualidade e preservação ambiental, o Muriqui possui um grande potencial como espécie bandeira para a conservação da biodiversidade, principalmente para a Mata Atlântica. Infelizmente isto ainda permanece relativamente não explorado, tanto ao nível nacional como internacional (Rylands et al., 1998). Em vista da crescente destruição de seu habitat e das pressões de caça que anda sofrendo, a situação real desse taxon, principalmente no Rio de Janeiro, pode ser ainda mais grave do que a do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia). Este último, pelo menos já conta com um programa de conservação que o está ajudando a permanecer no seu habitat. Assim, espera-se que os resultados obtidos passo a passo neste projeto estabeleçam uma estrutura que possa, com apoio nacional e internacional, promover a conservação do Muriqui no Brasil e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica. 3. OBJETIVOS Retirar o Muriqui (Brachyteles arachnoides e hypoxanthus) das listas de animais em risco de extinção através de ações conservacionistas (bioecológicas e sociais) que consigam garantir de forma sustentável sua permanência e reprodução em seu habitat natural. 4. PROPOSTA PARA O PROGRAMA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DO MURIQUI: Ações Bioecológicas: · Determinar a ocorrência e situação populacional (número e a composição sexo etária) das populações remanescentes do Muriqui nas diferentes localidades da sua área original de distribuição, incluindo os extremos; · Analisar a estrutura genética de diferentes populações, principalmente daquelas que estão sofrendo o maior grau de isolamento, seja pela destruição ou fragmentação de seu habitat, ou pela pressão da caça, para propor medidas de manejo; · Implantar um estudo sobre a ecologia comportamental do Muriqui em áreas de ocorrência selecionadas; · Colaborar com a formação de recursos humanos para a área de manejo e conservação de fauna ; · Estudar a situação dos aspectos bióticos e abióticos das áreas constatadas como de permanência dos primatas, incluindo recuperação e restauração do ecossistema de Mata Atlântica quando necessário; · Ampliar ou interligar áreas fragmentadas a fim de melhorar a capacidade de suporte das populações isoladas, através, por exemplo, de corredores ecológicos; · Promover a translocação de determinados indivíduos - preferencialmente fêmeas jovens - para aumentar a variabilidade genética das populações isoladas, quando se fizer necessário; · Apoiar/incentivar a reprodução em cativeiro no CPRJ das espécies para permitir a reintrodução de indivíduos e aumentar a variabilidade genética, caso seja necessário; · Incentivar nas Instituições de Ensino e Pesquisa estudos sobre a espécie. Ações Sociais: · Identificar as comunidades do entorno das áreas de atuação, classificando-as segundo o nível de interferência direta ou indireta sobre a espécie; · Identificar o perfil dos agentes causadores dos diversos tipos de impacto ambiental visando ações concretas que minimizem os efeitos negativos destas intervenções sobre a espécie; · Desenvolver nas comunidades uma bio-economia solidária com base na preservação ambiental e na geração de trabalho e renda, visando alcançar um desenvolvimento sócio-ambiental mais equilibrado; · Implantar programas para conscientização ambiental das comunidades próximas ao habitat natural dos primatas. 5. METODOLOGIA Como proposta, sugerimos que os trabalhos sejam desenvolvidos em 3 etapas: Etapa 1 - Levantamento das populações de Muriqui existentes / Contagem e localização. Etapa 2 - Acompanhamento / Estudos e Análises biogenéticas das populações localizadas / avaliação das condições de risco e necessidade de manejo Etapa 3 - Manejo As ações sociais serão levadas a efeito ao longo das etapas acima descritas. Para implementação do Programa de Conservação do Muriqui será utilizada como base operacional a infraestrutura das Unidades Federais de Conservação da Natureza vinculadas ao IBAMA próximas às áreas selecionadas bem como as estruturas dos projetos que se encontram em estágio avançado de desenvolvimento. ETAPA 1 Os levantamentos das populações remanescentes de Brachyteles serão realizados em áreas de florestas primária e secundária acima de 500m de altitude, contínuas ou fragmentadas. Trilhas existentes serão percorridas e mapeadas e picadas serão abertas a fim de cobrir amplamente a área a ser estudada. A cada 60 minutos do percurso será registrada a posição do pessoal de trabalho com GPS. "Play-backs" de vocalizações ("long calls") de Muriqui serão usados para atraí-los ou fazerem com que respondam às vocalizações. Ao serem avistados serão coletadas as informações primárias, como: hora do encontro, local (GPS), tamanho do grupo, estrutura sexo etária (adultos, jovens e filhotes, macho e fêmea), espécie e tipo de vegetação, altitude, reação do primata em relação ao pesquisador, hora final do encontro. Ao mesmo tempo, uma equipe composta por pessoas qualificadas irá percorrer várias localidades, ficando responsável pelo contato com a população local, a fim de colher dados sobre as ameaças que o Muriqui possa estar sofrendo, bem como identificar as características das ameaças locais. Serão promovidas as seguintes ações: ¨ coleta de informações, levantamento, entrevistas com pessoas que conhecem bem a comunidade, e grupos que trabalhem nela; ¨ levantamento bibliográfico sobre as comunidades estudadas; ¨ coleta de dados secundários nas fontes oficiais; ¨ visita às lideranças formais identificadas; e ¨ visita e reunião com as OGs e ONGs que trabalhem na área. Estas são consideradas
atividades preparatórias para as reuniões com a equipe
visando a apresentação do PROGRAMA Muriqui e definição
das ações que beneficiem esta comunidade, facilitando
a disseminação do Programa. Através desse conhecimento,
serão propostas parcerias com as comunidades para desenvolvimento
de projetos coletivos visando a melhoria de renda a partir da conservação
do Muriqui. Se existir, na área, práticas de aprisionamento
desses animais para tráfico ou caça, investir no trabalho
de educação ambiental para reverter ou minimizar o quadro.
O primata, no seu habitat, deverá representar para essas populações
a redenção em termos de cidadania, de melhoria de qualidade
de vida, e de aumento de renda. Todo o trabalho de comunidade será acompanhado por equipes de arte e educação com material de apoio ilustrativo, agradável, que seja capaz de criar forte empatia com o Muriqui. ETAPA 2 Focada no estudo da variabilidade genética dos grupos e populações do Muriqui, o objetivo desta etapa será identificar populações nas quais a perda da heterozigose esteja colocando estes primatas em altos riscos de extinção, conforme sugerido por Strier (2000b). A extração de células contendo DNA pode ser feita através de amostras de células da bochecha ou de células intestinais que são excretadas nas fezes do animal (Strier, 2000b). Os procedimentos detalhados para estes estudos e análises serão estabelecidos sob orientação do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro.
Um estudo sobre a ecologia e comportamento de pelo menos um grupo de Muriquis numa das áreas inventariadas poderá ser implantado se houver infra-estrutura e fácil acesso aos animais. A criação de Unidades Avançadas de Pesquisa, que são espaços camuflados integrados à natureza, permitirão estas pesquisas. Como no Brasil há poucos especialistas na área de conservação e manejo de fauna o Programa de Conservação do Muriqui, dará condições para que alunos graduandos em biologia, veterinária e ecologia possam se aperfeiçoar nesta área. As ações sociais iniciadas na etapa anterior, têm continuidade também durante esta etapa. ETAPA 3 Com base na avaliação dos dados gerados na etapa anterior, serão definidos os procedimentos desta nova etapa. A maior ou menor presença dos primatas em cada uma das áreas estudadas e a situação do habitat natural serão fundamentais para a definição das ações prioritárias desta fase. A translocação de indivíduos só ocorrerá se for imprescindível este tipo de manejo. O Comitê poderá recomendar esta ação nos casos de necessidade de: ¨ repovoar habitats potenciais onde a espécie foi extinta; ¨ aumentar a variabilidade genética de uma população isolada; e ¨ retirar um grupo de um habitat que está condenado a desaparecer e colocar numa área similar mais segura. Assim, caso se decida fazer algum manejo envolvendo estas situações, antes de efetuar a captura para depois soltar os animais, estes animais serão acompanhados para estudar seu comportamento antes e depois da captura e soltura. É muito importante que estes animais sejam bem monitorados, pois ainda não dispomos de conhecimento suficiente para tentar prever o sucesso ou não deste tipo de manejo. Ainda nesta etapa persistem as ações sociais iniciadas na Etapa 1, ampliando ao máximo seu raio de ação. AVALIAÇÃO A avaliação dos resultados do Programa será efetuada periodicamente pelo Comitê com base nos resultados obtidos. O Comitê poderá promover reuniões técnico científicas periódicas para acompanhar passo a passo os avanços dos diversos projetos e iniciativas em benefício do Programa de Conservação do Muriqui. No que concerne ao trabalho com as comunidades os mecanismos de avaliação, construídos durante o trabalho, serão realizados pela equipe técnica e comunidade conjuntamente. A análise se dará em reuniões com a comunidade, para que se exerça a devolução sistemática dos conhecimentos adquiridos, numa linguagem acessível, respeitando o nível de desenvolvimento educacional dos grupos. 6. ASPECTOS INSTITUCIONAIS Para um desempenho eficaz com vistas a atingir os objetivos necessários à conservação da espécie Muriqui e para atender às sugestões resultantes do Workshop de 1998, torna-se imprescindível a criação de uma unidade técnico administrativa específica para promover as ações básicas em apoio ao Centro Nacional de Primatas do IBAMA. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos - em parceria com o Centro de Primatologia do Estado do Rio de Janeiro - está propondo sediar este Núcleo em apoio às ações do Centro Nacional de Primatas do IBAMA, aproveitando a infraestrutura física e o corpo técnico existentes nestas instituições, bem como todo conhecimento e prática de gestão técnica e orçamentária/financeira do Parque obtida com a experiência positiva do Núcleo Regional de Unidades de Conservação - NURUC. O Núcleo do Programa de Conservação do Muriqui irá, como ações básicas iniciais: ¨ dar subsídios ao Centro Nacional de Primatas do IBAMA para a criação do Comitê da espécie Muriqui; ¨ dar subsídios ao Centro Nacional de Primatas do IBAMA para propor ao Comitê da espécie Muriqui aprovação do Programa de Conservação do Muriqui a ser institucionalizado pelo IBAMA; ¨ criar um banco de dados e informações sobre o Muriqui com vistas a apoiar todas as instituições envolvidas no programa; e ¨ promover a disseminação de informações sobre a espécie. 7. ÁREAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A SEREM PESQUISADAS Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Área de Proteção Ambiental de Cairuçú / Reserva Estadual da Juréia Área total 36.000
ha Parque Nacional da Serra da Bocaina
Parque Nacional do Itatiaia Área total 30.000
ha Reserva Biológica do Tinguá Área total 26.000
ha Área de Proteção Ambiental Estadual de Jacarandá / Cachoeira de Macacu / CPRJ Área total 10.000
hectares Área de Proteção Ambiental Estadual de Macaé de Cima Parque Estadual dos Três Picos Parque Estadual do Desengano 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIRRE, A. C. 1971. O mono Brachyteles arachnoides (E. Geoffroy). Situação atual da Espécie no Brasil. Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro. ALVES, Nilda (Org.). Formação de Professores: pensar e fazer. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1993. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Repensando a Pesquisa Participante. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. CÂMARA, I. de G. 1995. Muriquis in the Itatiaia National Park, Brazil. Neotropical Primates 3(1)19. CAMPOS, Márcio D'Olne. "Fazer o Tempo" e "O Fazer do Tempo": ritmos em concorrência entre o ser humano e a natureza. Campinas, São Paulo: UNICAMP, 1994. 24p. CASA NOVA, Vera. Lições de Almanaque. um estudo semiótico. Belo Horizonte, Minas Gerais: Editora UFMG, 1996. COIMBRA-FILHO, A. F., Pissinatti, A & Rylands, A. B. 1993. Breeding Muriquis Brachyteles arachnoides in captivity: the experience of the Rio de Janeiro Primate Centre (CPRJ_FEEMA). Dodo, J. Wildl. Preserv. Trusts 29: 66-77. FERRÉS, Joan. Vídeo e Educação. Traduzido por Juan Acuña Llorens. 2. ed. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Artes Médicas, 1996. FONSECA, G.A.B., Robinson, J. & Mitterneier, R. 1987. Conservation of the Atelinae. XIIth Con. Inter. Primatological Society (abstract), Brasília, Brasil. Inter. J. of Primatology 8(5) 399-574. Fontes, 1987. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 14. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1983. LEMOS DE SÁ, R.M. & Glander, K. E. 1993. Capture techniques and morphometrics for the wooly spider monkey, or Muriqui (Brachyteles arachnoides, E. Geoffroy, 1806). Am. J. Primatol. 29:145-153. ________, Pope, T.R., Struhsaker, T.T. & Glander, K.E. 1993. Sexual dimorphism in canine length of woolly spider monkeys (Brachyteles arachnoides, E. Geoffroy 1806). Int. J. Primatol. 14: 755-763. RYLANDS, A. B., Mittermeier, R.A. & Rodríguez-Luna, E. 1995. A species list for the New World primates (Platyrrhini): distribution by country, endemism, and conservation status according to the Mace-Lance system. Neotropical Primates 3 (suppl.): 113-160. STRIER, K. B. & Fonseca, A. B. 1998. The Endangered Muriqui in Brazil's Atlantic Forest. Primate Conservation, _______. 2000 a . Population viabilities and conservation implications for Muriquis (Brachyteles arachnoides) in Brazil's Atlantic Forest. Biotropica 32(4): 903-913. _______. 2000 b. Primate Behavioral Ecology. Allyn and Bacon. THIOLLENT, Michel, 1947 Metodologia da pesquisa-ação / Michel Thiollent - 8. Ed. São Paulo : Cortez, 1998 VYGOTSKY, L.S. Formação Social da Mente. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. _______. Pensamento e Linguagem. 1. ed. São Paulo: Martins 9. ANEXOS Anexo I Animal Info - World's Rarest Mammals Mammal species with published estimates of worldwide population about 1000 animals* or less (animals are listed in the order of their population estimates, with the rarest listed first). (*P) indicates that there are one or more links to pictures of the animal in the "Profile" section at the top of the web page. Baiji (Yangtze River
Dolphin) - ...only a few tens of individuals... (Reeves et al. 2000)
ANEXO III Status and Trends IUCN Categories Population Estimates:
[Note: Figures given are for wild populations only.] |
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